AILTON ELISIÁRIO
Nulla dies sine linea
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FINAL DA PEREGRINAÇÃO
 
            Chegamos ao ponto final de nossa peregrinação que foi Paris. Tendo sido abençoados em Portugal por N. S. de Fátima, na Espanha por Santiago de Compostela, na França por N. S. de Lourdes e Santa Terezinha, restava-nos N. S. das Graças e São Vicente de Paulo. Assim iluminados espiritualmente, encerramos a viagem visitando a Basílica de Sacré Coeur, sob os raios luminosos também da Cidade Luz.
            Antes, porém, de chegarmos a Paris saindo de Lisieux, fomos conhecer a casa e os jardins do pintor impressionista francês Claude Monet, que ficam no lugarejo chamado Giverny, distante 75 quilômetros da capital francesa. O local é uma vila de apenas 500 habitantes, de grande beleza natural, com lagoas cobertas de nenúfares, salgueiros, bambus, macieiras, azaleias, framboesas, íris, tulipas, limoeiros, miosótis, dálias, girassóis e hortênsias, entre outros espécimes. São mais de 1.800 variedades de flores e roseiras semeadas por Monet. Com as plantas aquáticas e as pontes pitorescas de madeira os jardins produzem paisagens exuberantes. A casa de Monet é repleta de pinturas do artista e os jardins semeiam muita paz interior.
            Em Paris estivemos no Convento das Filhas da Caridade, onde estão na capela de N. S. da Medalha Milagrosa o corpo incorrupto de Santa Catarina Labouré, o coração de São Vicente de Paulo e a imagem de Santa Luisa de Marillac.  Nossa Senhora das Graças fez aparições a Santa Catarina e lhe pediu o feitio de uma medalha, que depois recebeu a titulação de Medalha Milagrosa. Estivemos também na capela de São Vicente de Paulo, onde está incorrupto o seu corpo, ele que foi o fundador da Companhia das Filhas de Caridade juntamente  Santa Luisa de Marillac.
            O último ponto foi a Basílica do Sagrado Coração (Sacré Coeur) que se acha localizada no alto de uma colina, Montmartre (Monte dos Martírios), de onde se contempla uma magnífica vista de Paris. Construída entre 1875 e 1914, a Basílica é o único lugar no mundo onde a adoração eucarística é permanente, dia e noite, há mais de 130 anos. Chegamos a ela nos utilizando do bondinho, evitando subir a pé 234 degraus. Construída em mármore branco, ela tem estilo romano-bizantino e suas 4 cúpulas formam uma cruz grega. O sino tem 3 metros de diâmetro e pesa 19 toneladas, sendo considerado o mais pesado do mundo. Lá fizemos nossas orações e admiramos sua beleza interior.
            Cumprido todo o roteiro da viagem e satisfeitos com nossas visitações, descemos Montmartre para as alegrias agora profanas de Paris. Passeios pelos seus pontos turísticos, Pigalle ao sopé de Montmartre, com suas casas de espetáculos dentre estas o Moulin Rouge, a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, a Praça da Concórdia e a charmosa avenida Campos Elísios (Champs Élysées), onde fomos às lojas, passamos pelo Lido que apresenta seu espetáculo Maravilhas de Paris e não dispensamos um gostoso cafezinho ao ar livre numa de suas cafeterias, apreciando a movimentação das pessoas e respirando o ar parisiense. Alguns do grupo ainda foram passear de Bateaux Mouche nas águas do rio Sena.
            Retorno para casa felizes, espíritos rejuvenescidos, almas lavadas, corpos fortalecidos, experiência de peregrinação gratificante. Outras peregrinações haverão de vir, sem descurar um misto de sagrado e profano, mundo real em que vivemos. Minhas saudações e de Socorro aos companheiros de viagem Hermes, Salete, Geraldo, Suely, Itamar, Maria de Fátima, Norival, Elizete, Ademar, Gorete, Vilalba, Leda, Odete, Doraci, Graça, Janete, Zudi, Arlete, Ana Lúcia, Luciana, Cleide, Genésia, Rostand, Severina, Christina, Fernanda, Inês, Juraci, Breno. Foram dias maravilhosos gozando da companhia de agradáveis pessoas, todos peregrinos em busca do aprimoramento da espiritualidade.
Ailton Elisiario
Enviado por Ailton Elisiario em 25/12/2019
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