AILTON ELISIÁRIO
Nulla dies sine linea
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          Chegamos em Madrid e já nos encontramos no aeroporto, eu e Socorro vindo de Barcelona e Danielle, vindo de Lisboa. Tomamos hotel e fomos almoçar num restaurante em frente a este. Em seguida fizemos um pequeno passeio a pé pelos arredores, já que à noite iríamos para uma noite flamenca. Las Tablas, uma casa de show onde, jantando, assistimos uma apresentação dessa dança característica da Espanha, cuja origem remonta às culturas cigana e mourisca. Um grupo de artistas fez prevalecer com altivez o sapateado e as palmas, dançando sob os acordes do violão, a melodia do canto e a sonoridade das castanholas, que fazem transparecer o sentimento de luta e esperança dos mouros.
            Madrid tem uma infraestrutura moderna, mas preservou muito de sua história. Andamos muito por suas ruas e praças, dentre estas a Grã Via, que é uma extensa artéria comercial, muito animada e de grande tráfego, tendo ao seu final a Praça da Espanha, onde se acha um monumento erigido a Miguel de Cervantes, criador de Dom Quixote de La Mancha e seu amigo Sancho Pança. A Porta do Sol, que marca o quilômetro zero das estradas do país estando nela uma estátua de bronze do urso e o medronheiro, monumento que representa as armas heráldicas de Madrid.
          A Praça Maior que data de 1617, lugar de encontro dos madrilenos, achando-se no seu centro a estátua equestre de Filipe III, monarca que a construiu, onde presenciamos duas manifestações de protesto de estudantes e de populares. A Porta de Alcalá, que lembra o Portão de Brandemburgo de Berlim. A Fonte de Cibele, que mostra a deusa grega num carro puxado por leões, local onde se reúnem os torcedores do Real Madrid após cada uma de suas vitórias.
O Templo de Debod, um verdadeiro templo egípcio do ano 200 AC, doado pelo Egito à Espanha. A Catedral de Santa Maria de Almudena, padroeira da cidade, que tem uma cripta com várias sepulturas de pessoas importantes no piso e suas capelas consagradas a santos e beatas madrilenses. O Palácio Real, semelhante ao Palácio de Versailles, onde nele está um museu e se realizam acontecimentos do protocolo real.
            Fomos ao Museu do Prado, inaugurado em 1819 como Museu Real, onde nos deleitamos com obras de arte de Goya, Velazquez, El Greco, Rubens, El Bosco, Picasso, Miró, Dalí, entre outros. O Museu que estará comemorando seu bicentenário em 2019, também tem um importante conjunto de esculturas clássicas e modernas. Assistimos no Teatro Lope da Vega, que fica na Grã Via, o musical O Rei Leão. Um belo espetáculo, um figurino incrível, muitos artistas, muita música, muita luz, muitas cores.
            A gastronomia madrilena tem o cozido por prato preferido cujos ingredientes são carne de vaca, frango, presunto de porco, toucinho, chouriço, tutano, feijão, grão de bico, azeite, cebola, pão e outros elementos. Mas, degustamos a gostosa paella de camarão com um excelente vinho da região de Navalcarnero.
            Foram quatro dias descobrindo a cidade, recebidos por um povo hospitaleiro. A cidade de Madrid tem muito o que se vê. Não chegamos a conhece-la como gostaríamos e, por isto, temos motivos para voltarmos lá. E voltaremos.
Ailton Elisiario
Enviado por Ailton Elisiario em 25/05/2018
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