AILTON ELISIÁRIO
Nulla dies sine linea
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CORREÇÃO FRATERNA
        Neste domingo encontrava-me em oração, participando da Sagrada Eucaristia. As leituras bíblicas remeteram os fiéis ao Evangelho de Jesus Cristo que, segundo Mateus 18, 15-20, anunciou: "Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e publicano".
Transpondo essas palavras para a Maçonaria, vamos encontrar em sua estrutura administrativa e em seus ensinamentos três níveis de interrelação para a solução de problemas que venham a ocorrer entre irmãos maçons: o Maçom, o Conselho de Família e a Loja. Aquelas palavras poderiam assim ser traduzidas: "Se teu irmão tiver agido mal contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, leva o caso ao colegiado, a fim de que toda a  questão se resolva pela decisão do Conselho de Família. Se recusa ouvi-lo, dize-o à Loja por seu Tribunal ou Conselho de Ética. E se recusar ouvir também a Loja, seja ele para ti e para todos como um profano".
Esta é a fórmula da correção fraterna entre os irmãos maçons. Cada um de nós somos responsáveis por nossos irmãos. Se um nosso irmão comete um erro, não podemos  passar-lhe as mãos sobre sua cabeça, fazendo de conta que nada aconteceu. Não podemos fazer vista grossa e deixá-lo caminhar no erro. Temos que ir a ele e a sós buscar corrigi-lo, de tal modo que os outros nossos irmãos não saibam. Se conseguirmos desviá-lo do mal, ganhamos nosso irmão. Porém, se ele não nos escutar, não devemos nos calar. Levemos a questão ao conhecimento do Conselho de Família, que pugnará pela solução do problema em espírito de conciliação.
Não escutando o irmão, porém, ao Conselho de Família, o Tribunal ou Conselho de Ética da Loja deve tomar conhecimento, para que em julgamento justo possa conduzir o irmão a sair do desvio  e retornar ao caminho reto. Não acolhendo a pena lhe imposta pela Loja e que venha a ser confirmada pela Grande Loja por seus órgãos recursais de Justiça Maçônica, seja o irmão eliminado da Ordem e por todos considerado irregular, retornando o apenado às suas origens profanas e seu nome inscrito no Livro Negro, após o cerimonial de expulsão de obreiro.
A comunidade maçônica é uma família e como tal seus membros devem obedecer as regras de convívio. Por isso que cada um irmão responde pelo outro na medida da  responsabilidade de cada um. A não ser assim, a família se desfaz e se deixando cada um por si a Maçonaria desaparece. Por sua característica maçônica, o lema "um por todos e todos por um" dos três mosqueteiros aqui de igual modo se aplica, desde que todos estejam fieis aos princípios da Ordem e aos juramentos a ela prestados.
Ailton Elisiario
Enviado por Ailton Elisiario em 30/10/2017
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