AILTON ELISIÁRIO
Nulla dies sine linea
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PREFEITO DA CULTURA
Há 31 anos passados falecia na data de 28.06.1985, em Campina Grande, o professor e político Evaldo Cavalcanti da Cruz. Nascido campinense em 21.08.1931, foi ocupante fundador da Cadeira 28 da Academia de Letras de Campina Grande, que tem por patrono o poeta Zeferino Lima, sendo sucedido pelo jornalista Geovaldo Carvalho.
Prefeito eleito da cidade, Evaldo Cruz governou Campina Grande no período 1973-1977, consagrando-se como o Prefeito da Cultura, tantas foram suas ações priorizando a cultura campinense. Com visão futurista, o turismo e a cultura foram dois eixos importantes de sua administração.
Quando ainda muito jovem aflorou em Evaldo a predileção pelas artes, notadamente a Sétima Arte. Frequentava com assiduidade as sessões dos cines Capitólio e Babilônia e fazia a crítica cinematográfica no Diário da Borborema sob o pseudônimo de Zama. Aficionado também pelas histórias em quadrinhos, ao tempo em que lia as revistas Epopeia e Flash Gordon, também desenhava seus próprios quadrinhos com histórias de terror e ficção científica.
Essa natureza artística de Evaldo deu-lhe os fundamentos de sua gestão pública. Sua formação em Direito lhe ampliou a visão administrativa, sedimentada no exercício de Professor de Finanças Públicas das então Universidades Federal da Paraíba e Regional do Nordeste e de Promotor Público da Comarca local. Tive não só a felicidade de tê-lo como professor naquela disciplina, mas também de tê-lo como colega de trabalho em ambas as Universidades.
Com Evaldo foram recuperados o Teatro Municipal Severino Cabral e o Museu de Artes Assis Chateaubriand, foram criados o Museu do Algodão e o Centro Turístico da Estação Velha, foi decretado o Hino de Campina Grande e realizado o I Festival Nacional de Teatro Amador que deu origem ao I Festival de Inverno de Campina Grande, hoje com 41 anos de vida ativa ininterrupta, tendo à frente a ativista cultural Eneida Agra Maracajá. São palavras de Eneida na 4ª edição da revista Campina Século e Meio: “Se as cores da época eram de incertezas e perplexidades, a inteligência, competência e sensibilidade de Evaldo Cruz apostaram na cultura. Ele entendia que a cultura tem o poder de comunicar, atenuar tensões, desarmar os ânimos, resolver as idiossincrasias, renovar, despertar potenciais e ser agente de prosperidade, humanizar e reduzir o papel do poder público. Por isso superou limitações”.
Reconhece-se que ao lado do exuberante trabalho cultural de Evaldo, ele também se destacou pela grande mudança urbanística da cidade, transformando o Açude Novo no Parque do Açude Novo ou Parque Evaldo Cruz, instituindo nele o Centro Geodésico de Campina Grande. De certo inspirado na simbologia maçônica do ponto dentro do círculo, o Centro Geodésico que ocupa o leito do circular Açude Novo, é uma grande circunferência imaginária contendo um obelisco no seu centro, do qual partem raios em direção a todos os quadrantes da cidade. Evaldo era filiado à Loja Maçônica Regeneração Campinense. Nela foi iniciado em 19.08.1955 e por ela foi condecorado com a Medalha Tiradentes em 21.04.1975, a mais alta Comenda da Loja, criada para agraciar pessoas que tenham relevantes serviços prestados à comunidade campinense.
Evaldo Cruz não tem só esse parque com seu nome. Há uma rua também no Bairro da Catingueira, por propositura dos vereadores Feliz Araújo Filho e Maria Lopes Barbosa, conforme Lei nº 1.309/1985. Nossas homenagens ao acadêmico Evaldo Cruz.


Ailton Elisiario
Enviado por Ailton Elisiario em 16/07/2016
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