AILTON ELISIÁRIO
Nulla dies sine linea
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MINHA NETA LUÍSA
Neste 10 de abril chegou ao nosso meio a minha neta Luísa. Veio em parto normal, às 4:40 horas na Clínica Santa Clara, pesando 3,640 kg e medindo 49,5 cm. Isabelle ou Belita, sua mãe, e Wescley, seu pai, dão a Lucas, meu primeiro neto, hoje com 6 anos de idade, a sua irmã Luísa. Meus dois únicos netos, Lucas e Luísa, formam, pois, um casal de irmãos.
Sua chegada foi bastante esperada e preparada. Socorro, minha mulher, assumiu a “vovocidade” que tomou conta do seu coração, desmanchando-se com autêntica dedicação nos preparativos, fazendo-se companheira antenada de Belita. Juntas, planejaram o guarda-roupa da menina, o berço, a roupa de cama e outros acessórios.
Na viagem de férias em janeiro que fizemos a Fortaleza, sua preocupação era uma só: ver roupinhas para Luísa, de rendas cearenses, bordadas manualmente de pontos de cruz e outros tipos. Era a vovó extremada se desmilinguindo na ansiedade das expectativas de sua recepção.
O pai coruja desalojou Lucas de seus aposentos, para dar vez a Luísa, preparando seu quarto com esmero. Lucas aceitou numa boa a mudança, concordando com ela sem exigências. Ganhou como prêmio por facilitar a vida dos pais um quarto adesivado desde a porta com figuras do seu herói Homem Aranha.
E eu, como todo vovô “perdido” pelas graças dos netos, acompanhando toda a movimentação e rezando pela saúde de Luísa e da mãe, notadamente para livrá-las dos efeitos das picadas do mosquito assassino que amedronta a população, em especial as mulheres grávidas. A bateria de repelentes e roupas que mais pareciam burcas cobrindo o corpo de Belita fizeram parte dos estratagemas de guerra contra esse inimigo. Por ser militar, Wescley cuidou das operações bélicas.
Luísa chegou num dia inesquecível de minha vida, o dia em que minha querida mãe foi chamada para perto do Pai. Há exatos 35 anos, nesse 10 de abril minha mãe, Irene, bisavó de Luísa, deixou nosso convívio. Esse dia que foi de tristeza e sempre revivido com saudade, hoje se renova com alegria pelo nascimento de Luísa. Por ela também minha mãe renasceu e, para os reencarnacionistas, quem sabe, possa ser Luísa a reencarnação da minha mãe.
Sendo isto verdade ou não, pois a teoria da reencarnação se defronta com a da ressurreição, o que sei é que, de certo, Luísa trará os genes hereditários dos meus antepassados e, sobretudo, a linhagem de famílias de caráter, que guardam como primícias as virtudes da honestidade e da honradez.  Bem vinda, minha neta Luísa, nós a abraçamos com muito amor.  
Ailton Elisiario
Enviado por Ailton Elisiario em 11/04/2016
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