AILTON ELISIÁRIO
Nulla dies sine linea
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O ESTADO SOU EU
Esta foi a frase lendária de certo Luís na França de 1715, que se busca reviver noutro certo Luís no Brasil de 2016. Luís XIV, o Grande Monarca da França absolutista, que pretende se reencarnar no Luís Lula, o Presidente Intocável do Brasil petista. Na sua condição de rei, Luís XIV governava sem limitação imposta pela legislação, pois o rei era a própria lei. Na sua condição mesmo de ex-presidente, Luís Lula manipula o poder, achando-se imune à lei.
Luís Lula ao afrontar a Suprema Corte de Justiça, quer com esse gesto demonstrar que, tal qual Luís XIV, ele é a própria lei e o próprio Estado. Nem a presidente da República lhe é superior. Aliás, o Brasil atual é presidencialista na sua aparência e parlamentarista nas suas entranhas, sendo Luís Lula o seu real presidente. Há muito que a presidente apenas cumpre as formalidades das etiquetas sendo a porta voz dos bastidores.
A tese de Luís Lula ser o superministro é um equívoco, pois jamais deixou de dar as cartas do jogo governamental petista. Todavia, contrariamente a Luís XIV que tinha nas mãos a elite, mantida com os favores reais, a elite nacional que apoiou Luís Lula no seu governo hoje dele está distante pelo alto nível de corrupção que infestou o governo. A classe média a esta se aliou, bastando registrar as recentes manifestações nas ruas.
Na realidade, sua entrada no governo tem o objetivo principal de livrá-lo das garras da “República de Curitiba”, que tanto o “assusta”, além de buscar redirecionar o processo de “impeachment” da presidente Dilma. A reboque vem a coordenação de realinhamento das bases para dar alento ao governo moribundo. Seu acinte, porém, aos Tribunais Superiores repercutiu muito mal, repudiado como “típico de mente autocrática e arrogante”, conforme palavras do ministro Celso de Melo.
Luís XIV ao morrer deixou a França pobre e com muitos problemas. Luís Lula ao terminar seu mandato deixou o Brasil com melhorias sociais, mas marcado por escândalos políticos que se ampliaram no governo Dilma. A Câmara de Justiça de Luís XIV condenou muitos financistas desonestos, condenações que hoje são vistas no Brasil de empresários e políticos corruptos. Mas o Estado não é o Luís Lula e sim o império da Lei, a que ambos também estão submetidos.
Ailton Elisiario
Enviado por Ailton Elisiario em 23/03/2016
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