AILTON ELISIÁRIO
Nulla dies sine linea
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CRISE NACIONAL
As manifestações populares deste 13 de março em todo o Brasil demonstraram a enorme insatisfação e indignação com a política geral do governo federal. Embora a palavra de ordem foi a deposição da presidente e da derrocada do partido político a que está filiada, inserindo a figura do ex-presidente, milhões de cidadãos exigiram novos rumos ao país, que deverão ser traçados por novos governantes.
A crise nacional decorre do descontrole das contas públicas, das pedaladas fiscais, da queda do superávit primário, do aumento da inflação, do descrédito no setor público, dentre outros fatores, que produziram recessão com inflação, aumento do desemprego, perda do poder de compra das pessoas, redução de salários, rebaixamento dos investimentos, perda da credibilidade no Brasil pelas agências de classificação de risco, entre outros resultados.
O populismo nefasto por tornar escravas as classes mais carentes, mantendo-as nas mãos através de  benefícios sociais, associado ao financiamento ilegal e ilegítimo de dirigentes de grandes empresas, enfronhados em desvios de dinheiro público com fins de enriquecimento ilícito, fazem ruir os alicerces da vida republicana, para sobre seus escombros se fazer surgir um sistema político que já morreu com a extinção da União Soviética e que governos latino-americanos pugnam por ressuscitá-lo sob uma falsa imagem de democracia.
O fundamento da crise está no projeto de poder de um partido político que, embora leve o nome dos trabalhadores, há muito deixou de representa-los, esvaindo-se ante a sanha insaciável de maus políticos e maus empresários, pactuados em acordos de corrupção, que redundaram na debilitação da economia, na quebra de empresa estatal, na degradação da moral pública.
É ingenuidade pensar-se que nada se modificará se a presidente for impedida de governar. Nenhum pobre morrerá por isto, mas esses maus políticos e empresários haverão de alterar seus comportamentos depois de pagas suas penas, servindo o exemplo para os demais. Nenhuma crise surge sem que a situação reinante permaneça, ela sempre mudará. E as manifestações deste domingo são o prenúncio de dias melhores, quando o povo brasileiro poderá retomar sua vida dentro dos tradicionais princípios de um real estado democrático de direito.
Ailton Elisiario
Enviado por Ailton Elisiario em 21/03/2016
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